A Bolsa que Ninguém Te Contou
O Índice Composto BRVM da África Ocidental teve um retorno de 25,26% em 2025. A maioria dos portfólios globais não tem exposição.
O Índice Composto BRVM da África Ocidental teve um retorno de 25,26% em 2025. A maioria dos portfólios globais não tem exposição.
Os dados não são complicados.
Uma bolsa de valores regional com sede em Abidjan, Costa do Marfim, fechou 2025 com um ganho de 25,26% em seu Índice Composto — alcançando um novo recorde histórico de 345,75 pontos.
Nos cinco anos anteriores, o Índice Composto da BRVM subiu 99,15%.
A capitalização total de mercado da bolsa no final do ano foi de CFA 24.781 bilhões, aproximadamente USD 40 bilhões, representando 18,37% do produto interno bruto da União Econômica e Monetária da África Ocidental.
A pergunta que todo investidor da diáspora deve fazer é simples: por que nada disso está na minha carteira?
A Bourse Régionale des Valeurs Mobilières — a BRVM — é a bolsa de valores comum para oito estados membros da UEMOA: Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.
Ela opera sob uma única moeda, o franco CFA, atrelado ao euro, o que elimina o risco cambial intra-regional que desencoraja muitos alocadores institucionais de exposição africana.
Os números de desempenho de 2025 não foram uma anomalia.
Nos últimos cinco anos, o ganho acumulado da bolsa atingiu 197,98% — com retornos anuais de +39,33% (2021), +24,23% (2022), +5,38% (2023), +26,51% (2024) e +25,26% (2025).
Dentro dos retornos de 2025, o desempenho foi disperso entre os índices: o Índice Principal da BRVM subiu 57,59%, o Índice Agrícola saltou 73,35%, e o BRVM Prestige e BRVM 30 registraram ganhos de 25,61% e 19,82%, respectivamente.
As ações individuais com melhor desempenho em 2025 confirmaram a profundidade estrutural do rali.